segunda-feira, 2 de março de 2009

de passagem


viver
sempre foi
esse sufoco.

dizem
que Rimbaud
morreu louco,

Dolores Duran
durou muito
pouco,

James Dean
também
foi algo assim,

de Doris Day
é pouco
o que eu sei,

mas sei
que todos
ultra-passaram o “fim”,

Jimmy, Che,
Joplin, Jobim,
Caymmi, Caim,

e me pergunto,
o que será
de mim?

10 comentários:

clarice ge disse...

eu que só sei de agoras espero que continues "aqui" muitos outros tantos.
bjs

Marrí disse...

Poetas são imortais°

Déa disse...

Eu é que me pergunto: o que seria de mim sem essa sua inspiração! Beijos

Nuvem disse...

Caro poeta,

o caminho que tomei para vir aqui ter dava uma (longa) história!

De qualquer forma, queria apenas dizer a perspicácia e a elegância do seu coração nas mãos (porque são elas que escrevem, o que vais sentindo)e a doçura e a leveza das tuas palavras-música!

Costumo dizer que algumas pessoas são iluminadas por escreverem de bisturi na mão. Creio ser esse, também, o teu caso. A tua escrita é cirúrgica e, por isso, muito belíssima.

Obrigada por partilhares em blog, tudo isto.

www.escrevercartasparachover.blogspot.com

Nuvem disse...

Peço desculpa, quis dizer que a tua poesia é muito bela ou belíssima, ainda assim não dá para ser: muito belíssima! (risos)

Sandra Regina de Souza disse...

Seja sempre a luz inspiradora... o amor delicamente dolorido... que a distância perpetua!
Bj

Adrianna Coelho disse...


múcio,

essa só leminski responderia,
mas ele tbm já passou por aqui...
até permanece, mas não volta
para dizer o que ele achou
quando ultra-passou o fim...

pois é, essa é a viagem: a passagem só de ida!

Aline disse...

não me interessa agora o que vai ser, e sim o que é.
e eu gosto do que você é: poeta!
=D

Lubi disse...

a melhor de todas as coisas.

um beijo.

Atriz disse...

o que será não sei dizer, mas gostaria que vc vivesse para sempre!

bjs!!!