sábado, 3 de janeiro de 2009

pohema

ó minha flor
não se zangue
sonho tanto
com nós dois
sonhar

mas
é que trago
na boca
um gosto de sangue
que não tem

me deixado voar

12 comentários:

Ariane disse...

O gosto de sangue
sempre provém do antes
o sabor amargo
de algo do passado

liberdade é voar
mesmo sem asas
é conseguir sonhar
apesar das amarras

Lindo, Múcio!

J.R. Lima disse...

Sonhar é como sangrar sonhos.
Afinal, o que corre nas veias do espírito?

Pavitra disse...


um dia desses fiz o seguinte comentário: há ferro no sangue...

e seu pohema, múcio de quinta grandeza, tem sido para mim como um imã... ou sonho!

beijos

Cosmunicando disse...

muito bom... você é uma das belas surpresas que tive em 2008 e vou acompanhar em 2009 =)
beijos

Rayanne disse...

Teu voo não carece asas...
Teu voo é a condensação certa
Da palavra que aperta
Aglutinando esse amar.


Feliz dois mil e sempre, poetamado.

Meu amor muito,
**Estrelas demoradas**

Leandro Jardim disse...

múcio e suas belezuras :)

Yara Beatrice Jasmin Nin Poulain Black Mamba disse...

Esta tua poesia
cheia de dor e asas
que sangra e voa...
Como é boa!


2009 avoado procê!

Flávia disse...

Deixa o carícia do vento batendo no rosto adoçar a tua boca, moço. O gosto de sangue se esvai...

Um beijo.

E uma flor.

Lica Ornelas disse...

sempre passo por aqui para dar um espiada.. e sempre adoro. está de parabéns, múcio.

;*

Kakau disse...

Que lindo!
Pra variar um pouco hehehe


Beijo

Marrí disse...

.
.

Lendo seus vôos... Não posso descrever, é uma sensação de dor e prazer...

Alex Pinheiro disse...

Belo,, belo...

Esse gosto sangue
que inventa o tango
numa rosa vermelha
deixa-me bambo

Não posso voar

Ai que saudade de compor contigo, amigo poeta, rs
Dia desses perturbo sua vida virtual via MSN,,, pra pagar sua distância, hehehe

Abraços e hemoinvenções!