sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

sinfonia para silêncio em sol menor

e assim
quando você
me perceber extinto

não me pergunte
como foi
nem como vou

trago na boca
esse buquê
de vinho tinto

passei
como um vento
que passou

7 comentários:

Nadja disse...

Você tem poesia!


E muita!


Eu reconheço quem tem poesia quando eu leio um poema!



bjoss

J.R. Lima disse...

Um vento que move moinhos, meu caro!

O vinho, vc sabe, a genet aprende com o tempo...

Carol disse...

Adoro suas poesias. O jeito como escreve, como faz!

J. Caribé disse...

Às vezes as pessoas perguntam muito mesmo...

Sandra Regina de Souza disse...

doloridamente belo... ah..vc!!

Anônimo disse...

Esta me serve muito bem!!

bj, Gisele

Eduardo Trindade disse...

Sabe o som que esse poema tem? De um moinho, lento e inexorável, a ranger compassado.
Tens poemas realmente marcantes. Voltarei mais vezes ao teu bloge...
Parabéns e abraços!